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Inundações e secas nas
regiões urbanas

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Inundações e secas nas regiões urbanas

A pergunta pode parecer exagerada, mas será que você vê alguma relação entre seus hábitos de consumo e as recentes inundações em várias cidades no país? O ultimo relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) sobre o aquecimento global indica que o ciclo da água na nossa região encontra-se sob profunda alteração e que talvez já não seja mais previsível para nós a curto prazo. No litoral da região Sudeste o nível do mar continuará subindo, a intensidade das chuvas deverá aumentar e a frequência de eventos extremos será maior daqui para frente. A se concretizarem estas projeções, lamentavelmente inundações e enchentes urbanas se repetirão por aqui nos próximos anos.

Nesse contexto, o presente e o futuro de nossas cidades dependem de um amplo movimento de adaptação de nossa sociedade. Embora necessárias, apenas as ações locais de remediação de tragédias, que não integrem um planejamento global de adaptação, não evitarão novos problemas. Cidadãos, empresas e governos, individual e coletivamente, deverão participar do maior movimento de adaptação que a sociedade capixaba jamais empreendeu.

O que fazer? Pense globalmente e haja localmente. Essa é uma máxima bastante conhecida pelos ambientalistas e profissionais de meio ambiente e talvez nem tanto pelos demais cidadãos. Ela quer dizer que tudo está conectado no planeta e o que você faz no seu cotidiano importa para o equilíbrio ambiental não apenas de sua região, mas do todo.

Para o cidadão, importa adotar práticas de consumo consciente para reduzir a sua pegada ecológica (o quão impactante você é para o meio ambiente). Para as empresas, é necessária uma agenda ambiental agressiva no que se refere às emissões de gases de efeito estufa, o que reserva às federações das indústrias nos Estados um importantíssimo papel. E dos governos federal, estadual e municipais, além da tarefa inevitável de remediar os impactos negativos, será necessário um esforço de planejamento integrado para adaptar nossa sociedade aos novos tempos.

O desafio é de longo prazo e proporcional às dificuldades que os estados enfrentam hoje. É menos complicado realizar obras de abastecimento de água, de macro e microdrenagem do que modificar hábitos e costumes de uma população. Não é fácil implementar uma rígida política de ocupação do solo em nossas bacias hidrográficas urbanas, frente aos interesses da construção civil e diante do elevado déficit de moradias de interesse social. Mas é importante desenvolver um ambicioso programa de educação da população para o convívio com a realidade climática que enfrentaremos doravante e construir um novo arcabouço legal que reduza sua vulnerabilidade e que amplie seu bem estar.

Temas como a redução da impermeabilização do solo urbano, a desocupação da segunda calha dos rios que cortam nossas cidades, o tratamento de esgoto sanitário, o reuso de água, o aproveitamento de água de chuva, a construção de edificações sustentáveis entre outros precisam ser abordados de forma integrada como ações estruturantes do ciclo urbano da água. Podemos tirar partido desta nova realidade se entendermos que não estamos isolados nesta biosfera em franco processo de adaptação às alterações dos grandes ciclos planetários.

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